O Ser e o Tempo (Kairós)
- Thiago de Andrade
- 26 de out. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 16 de set. de 2024

Ainda que viva como um Ser,
Humano, que não sou
Atravesso noites eternas
E observo eras em dias.
Por onde ando não há compasso
E a linearidade não se cria
Há luzes em cavernas modernas
Contrastando com casas vazias.
Jardins suspensos a ferro escarlate
Maculam o amor azul da monarquia.
Lobos que farejam quimeras no espaço
Se vestem de ovelhas na busca da nova alquimia.
Da ciência à Hiroshima; Do racional ao sonhador; Da depressão à euforia; Da criação à miragem do criador.
Jogando contas de vidro em pedras,
Onde lascadas são nossas vaidades,
Que revolvem no mar de possibilidades
Até o contínuo nó desatar
No fim, o momento oportuno...
Eu, no dórico ventre da ganância
Sonhada por astronautas, me deito
Em pilares de mármore branco, adormeço
E desperto, em um manto cinza de ruínas,
Junto aos extintos exilados e suas sinas.
Sem fé, agradeço a mim mesmo, o Tempo.
Ao vento, desvaneço
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